sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Moda de Novela



A maioria das pessoas assiste novela em pelo menos, algum momento do dia. Não estou falando só de mulheres. As telenovelas não só interpretam o cotidiano de um personagem, como também criam um estilo para ele, e não há como negar que na maior parte das vezes esse estilo dita moda na vida real.
Muita gente já deve ter visto a moda dos brincos de zíper que estão fazendo as orelhas de meninas muito mais lindas e coloridas. Essa tendência criada por Marc Jacobs invadiu a novela das 6, Escrito nas Estrelas, e o que custava R$ 98 agora sai por R$ 3 no centro da cidade.
A idéia super criativa de deixá-los coloridos e versáteis veio da própria Marina Ruy Barbosa, atriz protagonista da novela:"As pessoas me perguntam muito quem produziu. “Acreditem: eu que fiz!”, exclama Marina. “No começo da novela eu não colocava nada nas orelhas, que ficavam bem à mostra quando ainda usava os dreads no cabelo. Aí resolvi criar um brinco para a personagem. Entrei no meu quarto um dia e fiquei olhando as minhas coisas, até que vi uma calça jeans e tive a idéia " conta a atriz. O colorido? "Pintei tudo com um esmalte rosa fluorescente."
Outros modelos que viraram mania são os brinquinhos em formato de botão. Depois de usados por Clara Tiezzi, a Mabi de TiTiTi, os botões ganharam as ruas. As duas opções são baratinhas nas lojas, e melhor; muito fáceis de fazer!
Criatividade e mãos a obra! É a Arte de customizar...
Lembrando /// nada se cria tudo se reinventa ;)

Texto por: Jhary Articule e Simone Novak

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Várias marcas, várias cores, texturas e nomes. Esmaltes!

Nos últimos anos os esmaltes deixaram de ser um mero adorno para se tornarem um acessório de moda. Somente no ano de 2009, a produção cresceu 36%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene, Perfumaria e Cosméticos. As mulheres da atualidade não se satisfazem só em pintar as unhas, querem estar atualizadas sobre as últimas tendências em cores e esperam que sua manicure disponha dos últimos lançamentos.

Neste cenário competitivo, não basta lançar a cor do momento. É preciso fazer dela um objeto de desejo. É aí que a criatividade e o marketing entram.

Algodão Doce, Amante, Canoa, Carícia, Cigana, Magia, Neném, Obsessão, Odara, Polar, Renda, Tanga, Tufão, Vendada, Via Láctea. Os nomes de esmaltes remetem às mais variadas situações. Alguns remetem até a uma viajem - é o caso do Dream Poppy, cuja tradução é “uma viagem na manicure”, - enquanto você fica ali sentada na cadeira do salão tipo ‘divã’.

Hoje, as principais marcas do mercado têm reuniões seríssimas para decidir que o que o que antes era chamado de vermelho agora se chama Deixa Beijar, que o Sereia é o novo verde, e que Preguicinha é sinônimo de rosa.
Hippie Chic, Final Feliz, Mini Saia, Samba Juliana, Ti Ti Ti, Rebú, Dengo, Epopéia, Fofo, Gaia, Gatinha, Gilda, Hera, Ilusão.
Alguns nomes chegam a dar medo! O mais assustador talvez seja o que leva o nome de Conquistadorable. Parece até um nome elegante, mas na verdade o nome faz referência à Inquisição Espanhola, que matou um monte de judeus e muçulmanos convertidos. Nada bonito.

Mas daí você pára e pensa: Que critério as empresas de esmaltes seguem para batizá-los e quem o faz - como se cria uma coleção de esmaltes? Na loja as consumidoras podem se guiar pela cor que desejam, mas no salão de beleza normalmente pedem o esmalte que querem usar pelo nome. E esses nomes têm a ver com a cor – ou não. Isso depende da marca a que eles pertencem e o conceito que sugerem.

Na Impala, o coordenador de produto Victor Munhoz é o responsável por dar nome às cores. Victor diz que na última vez em que fez o processo de batismo, precisou de um mapa da região litorânea brasileira. “A idéia foi pensar em balneários pouco conhecidos.” Razão para o laranja vibrante virar Aleixo e o coral discreto virar Xaréu.

Essa não foi a única linha com nomes temáticos: Cida e Luzia são parte de uma homenagem a algumas das manicures célebres do país; Elis e Gal, de esmaltes com uma cobertura especial e brilho proporcional ao das cantoras de MPB; e Valentina e Barbarella vêm de grandes ícones do cinema. “Por isso que a nossa Penélope não é rosa, é a Cruz, mesmo”, explica.
O problema é com os nomes estrangeiros. “O esmalte é um tipo de produto que atende da classe A até a E, então evitamos nomes em inglês como o Pin-Up. Os mais difíceis de pronunciar acabam vendendo menos.”

Na Colorama, a equipe de marketing faz com que o consumidor ligue os nomes com o seu estado de espírito.“O esmalte entra nesse universo pra tornar tudo mais lúdico e interessante”, comenta Adriana Garcia, Gerente de Produto da marca. Alguns bons exemplos são o Batom Vermelho, que representa a busca pelo vermelho sedutor; e Atrevida, uma cor mais animada e arrojada. "Acompanhamos junto com nossos escritórios de Nova York e Paris as tendências de moda que estão nas passarelas e desenvolvemos as cores e o tema-conceito da campanha. E é em torno desse tema que giram os nomes dos esmaltes", explica Adriana.
“Imagine se no mundo colorido e divertido dos esmaltes os nomes se limitassem a Vermelho 1, Vermelho 2, Vermelho 3…brinca.”


No caso da Risqué, quem batiza cada cor é Mel Girão, que também é diretora da unidade da beleza e higiene da Hypermarcas. Em uma entrevista à Revista Abril, Mel afirmou que a inspiração está no que é tendência da moda internacional e nos palpites das consumidoras. “Para esse trabalho, temos como parceiro o estilista Reinaldo Lourenço há cinco anos. Ele apresenta sua inspiração e referência de cores e texturas para a equipe, que traduz isso em um briefing técnico. São dois lançamentos por ano, dentro do calendário da moda do São Paulo Fashion Week: primavera-verão e outono-inverno. As linhas são lançadas para o varejo e ano após ano atingem imenso sucesso. Uma tradução da moda das ruas e das vitrines para os esmaltes."

No caso da linha que a marca lançou no último desfile de Lourenço, por exemplo, eles faziam referência ao tema da coleção de primavera-verão 2009/10 do estilista, o café. Dá até pra sair por aí com as unhas pintadas de Expresso ou de Menta!
Já a Big Universo têm uma maneira mais excêntrica de criar. Clarissa Ezaki, gerente comercial da Orion Cosméticos, explica que Gilmar Leite Siqueira, dono (e químico responsável) da marca, é chegado em astronomia. É por isso que encontramos no catálogo da marca, frasquinhos chamados Cosmos, Sideral e Fênix. Há também no mercado o esmalte Hadron que, na verdade, leva o nome de um acelerador de partículas.
Mas há casos e casos: o cobiçado Jade, verdinho que apareceu na passarela de outono-inverno 2009/10 da Chanel, ganhou um similar da marca com o nome… Jade. “Não dá pra evitar, as pessoas chamam as cores de esmaltes pelo nome”, afirma Clarissa.


Mas esqueça tudo o que você leu até agora. Nada se compara aos nomes super criativos da norte-americana O.P.I. A marca inova ao dar nomes ‘engraçadinhos’ aos esmaltes. Já pensou em ir à manicure e pedir pelo amarelo "Você Precisa de Óculos de Sol?" (Need Sunglasses?), pelo verde "Que Diabos de Shrek É Você?" (Who the Shrek Are You?) ou pelo "Laranja Atômico" (Atomic Orange)? Além desses nomes, a marca também reserva algumas frases ‘fofas’ para as suas cores, como o rosinha "Isso Não é Romântico?" (Isn't it Romantic?), o nude "Faz os Homens Ficarem Vermelhos" (Makes Men Blush ) e o cinza "Me Dê a Lua!" (Give me the Moon!).

O fato é que o esmalte deixou de ser um item básico para ser um acessório essencial no visual da mulher. Hoje há liberdade para ousar e também para ser mais básica, independente da idade, da ocasião ou do seu estado de espírito.

Quando e onde surgiram os esmaltes?


As mulheres, em sua maioria, se perdem na infinidade de cores (muitas delas com nomes incompreensíveis) que prometem um visual mais elogioso ou mais antenado. Além disso, vários violonistas empregam o material para que as unhas não quebrem durante uma apresentação.

Apesar de ser um acessório muito utilizado na contemporaneidade, o esmalte já integrava o cotidiano da realeza do Antigo Egito. Por volta de 3500 a.C. as mulheres egípcias aplicavam uma tintura de henna preta nas unhas. As cores mais vibrantes ficavam relegadas ao uso da família real e chegavam a despertar algumas preferências entre as rainhas do Egito. Cleópatra tinha uma clara preferência pela tonalidade vermelho-escura. Já Nefertiti tinha mais gosto pelo esmalte de tom rubi.

O mesmo poder de distinção social observado no uso do esmalte entre os egípcios também era perceptível entre os chineses. Em meados do século 3 a.C. o uso de tons vermelhos e metálicos (feitos com soluções de prata) significavam a ocupação de um lugar privilegiado na hierarquia social. Já entre os romanos, a pintura dava lugar a tratamentos com materiais abrasivos que faziam o polimento das unhas.

A tecnologia para o tratamento das unhas ficou relativamente estagnada até o século XIX. Nessa época, os cuidados se restringiam à obtenção de unhas curtas e que estivessem moldadas por uma boa lima. Em alguns casos, as unhas eram ligeiramente perfumadas com óleo e polidas com uma tira de couro.

Numa época em que o recato era uma importante virtude, a extravagância dos esmaltes não seria nenhum pouco prestigiada. Até essa época, uma das grandes descobertas foi a invenção do palito até hoje utilizado para a remoção das cutículas.
No começo do século XX, os esmaltes começaram a recuperar espaço com o uso de soluções coloridas que não permaneciam fixadas mais do que algumas horas. Somente em 1925, durante estudos que desenvolviam tinturas para carros, foram descobertas as primeiras soluções que se assemelham com os esmaltes de hoje.

Na sua primeira versão, o produto era de um tom rosa-claro e era aplicado no meio das unhas.
Chegando à década de 1930, já podemos notar que a “pintura” nos dedos do pé e da mão fazia muito sucesso entre as grandes estrelas do cinema hollywoodiano, como Rita Hayworth e Jean Harlow. No ano de 1932, os irmãos Charles e Joseph Revlon custearam a invenção de um novo tipo de esmalte, mais brilhante e com um leque variado de tonalidades.

Nas décadas seguintes, vemos que a tecnologia empregada foi se tornando cada vez mais complexa. As unhas postiças parecem como uma boa alternativa de se chamar atenção sem gastar horas na manicure. Há poucos anos foram disponibilizadas máquinas capazes de imprimir uma imagem digital nas unhas. Difícil é saber onde a indústria da beleza pode chegar a fim de atiçar a vaidade feminina...
E o desejo masculino. ;)

Texto:
Simone Novak Corrêa
Jhary Artiolli de Freitas


Fontes
http://msn.lilianpacce.com.br/home/nomes-de-esmaltes/
http://gloss.abril.com.br/beleza/conteudo/nomes-esmaltes-583898.shtml
http://www.bemresolvida.com.br/?p=2250
http://www.historiadomundo.com.br/curiosidades/historia-do-esmalte.htm
http://tudosobreesmaltes.com/2009/09/17/unhas-marmorizadas-ii/

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Gilles Lipovetsky, O pensador francês reflete sobre o bom e o mau da indústria do luxo.


Gilles Lipovetsky, 63, é um dos mais conhecidos pensadores atuais. Professor da Universidade de Grenoble, seu pensamento tem tido certa fecundidade não apenas no mundo acadêmico ou nos círculos filosóficos, mas também em outros universos, como o das artes, da educação, da psicologia, da política...e...do luxo.

O interesse pelo mundo do luxo e da moda tem sido a prova de que inúmeros e inusitados elementos da experiência humana fornecem a Gilles Lipovetsky ocasião para aprofundar o sentido dessa experiência. Nesse trabalho de aprofundamento, não há desprezo pelo cotidiano nem pelo que parece fútil ou frívolo. Ao contrário, procurando redefinir o individualismo, Gilles Lipovetsky acrescenta novas misturas à palheta utilizada pelas filosofias atuais para pintar o indivíduo, como se pode perceber pela entrevista bem humorada que ele gentil e muito simpaticamente concedeu por telefone à CULT.

CULT - Como o senhor chegou ao universo do luxo como domínio de pesquisa filosófica? Poderia nos contar um pouco do trajeto de sua formação?
GILLES LIPOVETSKY - Tenho uma formação de filósofo; estudei filosofia na Sorbonne e depois ensinei muitos anos a filosofia mais tradicional, quer dizer, a história da filosofia. Autores como Platão, Kant, Hegel etc. Meus interesses voltavam-se, sobretudo, para a compreensão da história e da vida social, ligados, provavelmente, à minha formação marxista. Meus interesses se fixavam na observação do mundo e suas transformações. Distanciei-me, porém, do marxismo, sobretudo no que dizia respeito à noção de alienação, pois toda cultura de massas era vista como algo alienado. Interessei-me, então, pelas questões que geralmente são desprezadas pelos filósofos. Platão, por exemplo, não gosta da caverna. Para ele, é necessário sair para contemplar a beleza das idéias eternas, inteligíveis. Ao contrário, eu me interesso mais pela caverna; pretendo iluminá-la, sem precisar sair dela. Foi assim que me interessei pelos objetos mais desprezíveis para a maioria dos filósofos, como a publicidade, o lazer, o consumo, a moda, a maquiagem. O luxo, então, foi uma continuidade de tudo isso. Mas não falo apenas segundo um interesse pessoal, porque a moda ou o luxo não me interessam senão ao espírito; parece-me que tudo isso exprime muitas coisas de nossa época, da cultura, da psicologia e da natureza de nossa sociedade.

CULT - Mas, ao mesmo tempo, o senhor não ficou desgostoso com esse universo...
G.L. - Bem... Desgostoso não...

CULT - É que o senhor vinha de uma formação marxista, e muitos marxistas são radicais com respeito à condenação desse gênero de interesse...
G.L. - Eles têm um reflexo moral inteiramente justo, porque é verdade que há algo de escandaloso no luxo. Eu li, por exemplo, recentemente, que está retornando, na moda masculina, a utilização da pele de crocodilo. Em algumas marcas, uma jaqueta masculina chega a custar 80 mil dólares. Quando vemos algo assim, é difícil - como você diz - não ficar desgostoso. Porém, o que me interessa mais é o luxo acessível, não um luxo Rolls-Royce...Quis, de início, saber por que a indústria do luxo, no momento da globalização, mudou seus rumos. Hoje, mais da metade dos europeus compra ao menos uma marca de luxo por ano; tem-se tornado um fenômeno democrático. E não se trata de luxo que escandaliza. Comprar um vidro de perfume, um batom, uma bolsa de mil ou 2 mil dólares não é algo escandaloso. Talvez seja ridículo, mas não escandaloso. Esse é o luxo que me interessa, assim como também tenho interesse pelas técnicas de marketing, os novos modelos de lojas, pois isso toca a todos nós; trata-se de um fenômeno estético de nosso mundo. Se vemos as boutiques, nas cidades, não podemos negar que são belas. Isso é diferente de uma Daslu, por exemplo. Daslu é algo mais escandaloso...Pode-se chegar lá de helicóptero...Há favelas em volta...É chocante. Daslu é quase uma provocação. Mas, nas cidades, quando as marcas de luxo constroem grandes prédios, fazem belas lojas etc., as pessoas entram, vão ver, pois os espaços são abertos a todo mundo. Trata-se de um luxo acessível, relativamente democrático. O outro luxo, voltado para milionários, não me interessa. Esse é um universo que eu não conheço. Numa palavra, o que me interessa é o fenômeno da democratização do luxo.

CULT - Mas seria desejável tornar o luxo mais democrático? O que o luxo diz sobre a natureza humana?
G.L. - Já Shakespeare notava que, se acabarmos com os objetos de luxo, não teremos nada além de animalidade. O que o luxo diz é que o homem não se contenta apenas com a satisfação de suas necessidades naturais. Há, acima de tudo, uma busca de excesso, de ultrapassamento da simples naturalidade. Além disso, o luxo não é simplesmente uma demonstração de riqueza. Pode o ser, mas esse não parece o seu sentido. Há uma busca de beleza no luxo; uma busca de sensualidade. Há um gosto por tudo o que é refinado. Isso exprime, ao mesmo tempo, a competição entre os homens - é por isso que se trata de algo universal, pois os homens, desde sempre, rivalizaram por riquezas. Haveria, ainda, uma questão muito delicada: a arte faz parte do luxo ou não? Penso que sim. Costumamos deixar isso de lado, porque a arte tem uma dimensão espiritual, com referências ao sagrado, à Beleza, mas, se consideramos o preço de uma obra de arte, vemos que estamos muito próximos de um objeto de luxo. Essa é a razão pela qual as pessoas mais ricas, hoje, estão se tornando colecionadoras de arte contemporânea. Creio que o luxo testemunha o fato de o homem, como dizia Bataille, ser negatividade: ele não se satisfaz com o que tem, mas quer sempre mais.

CULT - Mas um objeto de luxo é necessariamente belo? Um artista não pode desejar o feio?
G.L. - Se adotarmos um olhar antropológico sobre o luxo, veremos que ele não esteve sempre associado a coisas belas. Em algumas sociedades, alguns animais tinham valor especial, como os cães para os esquimós. Isso aparece como luxo, mas não se trata necessariamente de beleza. É verdade que, a partir de um certo momento, o luxo e a beleza foram ligados, mas hoje ainda há produtos de luxo que não são necessariamente belos. Por exemplo, quando viajamos em primeira classe de avião: a decoração é a mesma que a da segunda classe ou da classe econômica. O que faz, então, o produto de luxo não é necessariamente a beleza, mas o bem-estar. Para dar uma palavrinha sobre a Beleza, eu diria que, atualmente, ela se "democratizou": a maior parte das pessoas vê mais coisas belas hoje em dia (na televisão, nas revistas, na publicidade etc.); nós consumimos beleza non stop. Vemos a beleza por todos os lados; certos produtos são acessíveis quase a todo mundo, como, por exemplo, os cosméticos. Talvez não as grandes marcas, mas já faz quase um século que os cosméticos se tornaram acessíveis a praticamente todas as pessoas das sociedades desenvolvidas. Nesse contexto, há novos mercados de luxo à procura de algo que está além da simples beleza. Isso remete muito mais à sensação do que à beleza...

Texto:Juvenal Savian Filho
Revista CultPe

terça-feira, 10 de agosto de 2010

DICAS PARA USAR A MEIA CALÇA NESTE INVERNO


O poder da meia calça no inverno é indiscutível: qualquer mulher fica muito mais chique, bonita, sexy e poderosa. O inverno é a estação apropriada para usar as meias, que além de darem uma colorida no visual, deixam a gente mais quentinha e protegida. A variedade de modelos presente nesta estação é imensa, só falta você escolher o que mais combina com você, com seu estilo e tipo físico. Leia a seguir algumas dicas, e aproveite as meias:

*As meias fio 40 são excelentes para o inverno, e podem ser usados tanto de dia quanto à noite. Para o dia, escolha meias opacas em cores sóbrias, como preto, marrom e cinza.

*As meias fio 80 são ótimas para deixar a perna bem quentinha. Elas não têm a mesma sofisticação do que as meias com fio 40, por isso devem ser usadas com roupas que não apresentam brilhos ou tecidos muito leves.

*No inverno as meias ficam ótimas quando usadas com saias e vestidos, e uma bonita bota ou sapatilha. As saias podem ser curtas ou até o joelho.
As meias coloridas estão com tudo neste inverno. Invista nas cores: chumbo, berinjela, roxo e verde.

*Se você gosta de estar sexy, invista na meia arrastão ou nos lindos modelos rendados que estão no mercado. Mas não esqueça de usá-las com uma roupa mais básica, como um vestido preto, ou um casaco longo ou trench coat.

*Se você gosta das meias arrastão, mas não gosta do ar muito sexy e vulgar que ela pode ter, faça o seguinte: coloque uma outra meia por baixo. Se for uma preta, o look fica mais chique, se for uma colorida, fica mais jovem e despojado.

*As marcas de meia lançaram nessa estação diversas estampas de meia, entre elas: de oncinha, xadrez de várias cores, com bolinhas... Aproveite para brincar com esse visual!

*Se você é magrinha e não gosta das pernas finas, abuse das meias com estampas. As meias com estampas xadrez preto ou vermelho ficam lindas com casacos longos, trench coats e saias curtas neste inverno.

*Se você é gordinha e não gosta de evidenciar as coxas grossas, fuja das meias com estampas e grafismos. Invista nas cores lisas, pois as estampas deixarão as pernas mais grossas ainda.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

''Eu quero tentar prestar atenção as diferentes formas pelas quais as roupas fazem parte de nossas vidas e marcam as ropturas que nelas ocorrem.''

Peter Stalybrass, O Casaco de Marx.